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Lume

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A Lógica Poética Dele

Deixe-me, em poucas palavras, colocar
que Deus (escolho essa palavra justamente
por sua polemicidade) existe.

Com uma boa dosagem 
de lingueslasticidade
lá se chega.

Conciliarei, conciso, em forma 
de poesia (a forma
de texto mais eloquentista
que o Homem jamais conseguiu
produzir)
Ciência (dentro dos conceitos
mais limitadíssimos
que o popular de nossa 
época repõem)
e (não direi Religião
porque a própria ciência
moderna cabe dentro
de sua definição)
Ele.


Tomem por verdade
(pelo silogismo do meu verso)
que Tudo, no começo das contas
é composto da mesmissississima coisa... -
tenhamos por variáveis 
da equação poética
algo como Nêutrons Prótons e Elétrons (falando assim num dialeto mais universal) - 
e, ora, se tudo é o Mesmo,
esse tudo se comportam mais ou menos
dentro de um padrão.
Portanto pode-se tomar qualquer coisíssima
de exemplo.

Tomemos, pois
a Nós, então, por julgar que nos conhecemos
ou nos devemos conhecer:

Dum padrão, então
muito garranchadamente delineado
poder-se-ia alegar que Tudo nasce,
reproduz-se, e morre (Brahma Vishnu Shiva).
Né?

E então digamos que nós cremos
que temos uma tal suposta consciência -
a qual é muito erroneamente confundida amiúde
com a nossa superacelerada capacidade
de cognicão.
(ao sustentar tal ideia, falaciosos
afirmam muito idiotamente que, tipo,
animais não têm consciência, sendo que
do pressuposto di vino, até mesmo a pedra a tem.

Se nós, que nos dizemos evolucionistas e tal
racionalistas, sei lá (ignorando a possibilidade 
da ainda extrema limitacionalidade da nossa amada raz(n)ão)
dispomos dessa qual consciência, seria, não acham?,
 demasiada presunção
(maior do que a que eu tenha ao cá redigir essas letras)
negar que a nossa vontadeconsciente seja fruto de umoutra.
E achar que somos bizarramente os primeiros
mesmo  tão pequeninos sejamos.

Há algo maior que a minha testa e o meu corpo. E há algo que os atravessa. Uma ideia.
e Há.

Desculpem-me qualquer ofensa mas:
Burrice a deles! Muita empáfia e descrença de alguns...


Quem tiver ouvidos, ouça!

6 comentários:

Lis Motta disse...

Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz ao Tudo.

Já dizendo, atrapalhada, recuso-me a dizer. Só quero ouvir.

FLÁVIA DE MACEDO disse...

Caraca! Me fez lembrar um pouquinhozinho assinzinho de Manoel de Barros.Só lembrou.Mas é totalmente diferente ao mesmo tempo.Talvez os superlativos, talvez as combinações aparentemente esdrúxulas de palavras, talvez a febre da escrita...de qualquer forma...massa!

Diego Barbosa disse...

bolei

aquelazinha . disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
aquelazinha . disse...

engraçado... esse texto me soou na voz do tom zé (o pirulito da ciência)... mas a sua, me parece uma lógica poética muito sensata: se acreditamos em átomos, o que nos impede de concebermos lesmolisas touvas?

Old Pirats disse...

pois é, beecho.