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Lume

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

e fértil te faz tão feliz de novo

Tu és a coisa, és o mistério todo
ardendo em cânticos e carnavais.
Tu és a lousa, a arte final, o esboço
o traço que eu quis traduzir, por mais

que eu não pudesse ainda ali chegar.
Se, nesse divagar meu, encontrasse,
depressa ou devagar, um devaneio
que em meio a meus quebrantos me dissesse

por que te estou tão rente o tempo todo...,
por que te quero, quente, frio ou morno,
ser tudo, tudo o que te cerca, o seio

tão vivo que te abunda, em que te espero
e a ti fecunda máximo e genérico
e fértil te faz tão feliz de novo.

                                                   (D. Cândido Cordeiro)

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