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Lume

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Morada de Altares (música)

Se tu me quiseres saber com certeza
deves despir-te, deves calar

Se queres de mim conhecer fortaleza
deves abrir-te, deves cantar

Meu corpo é, ainda que frágil,
morada de altares, lugares tão meus!,
e onde quer que a beleza tocar
estarei também eu

Eu tenho o sorriso, um escudo sincero
e sua dureza é impenetrável

Eu tenho uma flecha certeira
austera qual inabalável poesia
de pele suave, macia: a voz


Meu corpo é, ainda que frágil,
morada de altares, lugares tão meus!,
e onde quer que a beleza tocar
estarei também eu

Um comentário:

Diego Barbosa disse...

que bela canção!

os dois versos do refrão me lembraram "Dona Maria de Lourdes" do Sampaio:
"e onde quer que eu esteja
eu também não estou"