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Lume

domingo, 9 de janeiro de 2011

Dando alguns ouvidos vi que tu eras cá de novo.
Cri que se fariam mil todos os teus portões
porque sem ti seriam livres quantos mais!

                                                                                 Retive
                                                                                        gravitacionais.

Verbos mais rascantes surgiriam dos mesmos sinais.


              :

Luminárias e bastões pendiam meio que tremeluzindo
e dois martelos se encompunham numa cruz em xis.

Cavalgadas, torres, carros, metros de um dourado fosco
o moço e seu cigarro não se davam conta o que se me lhe acontecia.

Árvores e vento cochichavam sua linguagem-tato ao que se assucedia;
poros, pêlos se eriçavam cônscios mas as velhas rugas sem querer se entremetiam.

_...Donde? Quando? Quais serão nossos portais? São quantos?
Pr'onde? E enquanto? Mas pensei que era mais tempo!

Mar e Terra, Céu e Além, o Canto e a Esperança, o Velho e a Lembrança
Os cães não mais farejariam medo. 
Os pães não mais se ofertariam peso.
O verbo em virgindade
readquirir transparência devida.



Promessa feita festa
nesta escolha a folha
cai

Premissa fixa 
que resista à isca de rê em pré guinar
impregnantada está 
Dona Vera Mestra

Conceição de Sofia nascerá em brilho vespertino
maturação, tranquilidade, o Sino, signo sinal do Sol menino.
Beirava o sonho mas solidefez-se em certidão assignada por Vera Lúcia.

Terás mais filhos, elos, ilhas, elas e verás a Ti 
em Mim agora que cresci.

Um comentário:

Isadora M. disse...

Os seus marcadores são chaves interpretativas pra o poema...

Seus poemas foram feitos pra serem colados nas ruas, nas portas das casas, nas geladeiras e murais de escola. Porque assim, quando o olho tocar, eles derramam um bocado de vida.

Seus poemas são opacos, pra mim. E o mais prazeroso é tê-los aos poucos, vendo eles me daram um translúcido verbal por vez.

Eu, a poeta-éter.